Por Luís Gustavo Ramiro Gonçalves // Instagram: @automitos

Finalizado o período de concepção dos projetos e após as apresentações dos carros que batalharão nos Grande Prêmios ao longo do ano, é hora de colocar os bólidos na pista para os ajustes finais. Estamos há algumas semanas da primeira corrida da temporada 2019 da Fórmula 1, mas o primeiro evento oficial já está acontecendo nesse exato momento em Barcelona, Espanha: os testes pré-temporada.
Nesses testes, os tempos de volta não apontam com clareza como será o equilíbrio de forças na temporada, mas dão uma ideia de quem está mais adiantado e quem está a mais atrasado no desenvolvimento do carro. Mais importante que andar rápido é andar bastante. A alta quilometragem indica que o carro apresenta boa confiabilidade, além de permitir à equipe testar componentes, configurações, simular corridas e classificações e ter boas referências para quando a competição começar para valer. No outro extremo, equipes com pouco tempo de pista podem estar com dificuldades de fazer seu novo carro funcionar como gostariam, o que atrasa o aperfeiçoamento do projeto e gera poucos parâmetros para coloca-los para competir em boas condições. No pior cenário, pode ser indício de que há algo errado no projeto que compromete e confiabilidade e/ou durabilidade do conjunto, o que pode tomar tempo para ser consertado e prejudicar todo o desenrolar da temporada para o time.
No embalo da expectativa gerada pelos testes pré-temporada, elaboramos um pequeno dossiê com tudo de mais importante que você precisa saber sobre a temporada 2019 da Fórmula 1: as equipes, pilotos e suas pretensões, as mudanças no regulamento e calendário do campeonato que se aproxima. Confira tudo abaixo:
Equipes e Pilotos
Mercedes-AMG

Grande favorita de 2019, a Mercedes busca seu sexto título consecutivo de construtores, um recorde na categoria. Hoje, com cinco, divide a honraria com a Ferrari do período de 2000 a 2004. A Mercedes chegou a soltar teasers de um carro com uma pintura camuflada, dando a entender que poderia inovar em seu esquema de cores, mas a apresentação oficial revelou que o tradicional prata permanece predominante. No novo W10, a traseira ganhou mais tinta preta e uma interessante pintura na cobertura do motor. O carro é uma evolução do bem-sucedido projeto que vem empilhando títulos desde 2014, e qualquer coisa que não seja mais um caneco seria uma grande decepção para o time alemão. A dupla de pilotos permanece a mesma das últimas duas temporadas, com o inglês Lewis Hamilton e o finlandês Valtteri Bottas.
Lewis Hamilton – O atual campeão o grande nome da Fórmula 1 atual, sendo frequentemente citado entre os maiores da história do esporte. Além dos cinco títulos, o piloto traz em sua bagagem 73 vitórias, 83 pole positions e 134 pódios. Com os recordes de Schumacher na mira, o inglês vive grande fase e está no auge de sua pilotagem. É o maior candidato a vencer o campeonato.
Valtteri Bottas – Decepcionou em 2018, terminando apenas no quinto lugar. Em seu último ano de contrato com a Mercedes, Bottas não se vê em posição de ameaçar o companheiro. Sua situação é delicada: se quiser uma renovação, terá de se mostrar fundamental no papel de escudeiro da equipe, abrindo mão de alçar voos maiores dentro do time. Se quiser uma vaga em outra equipe de ponta, terá de ser competitivo contra o melhor piloto do grid. Esteban Ocon, agora piloto reserva do time, faz uma incômoda sombra ao finlandês.
Ferrari

Nas últimas duas temporadas, a Ferrari foi a única a incomodar hegemônica Mercedes. Nesse ano, a equipe italiana vem com importantes mudanças no corpo técnico: sai o chefão Maurizio Arrivabene, ex diretor de marketing de um patrocinador da equipe, e assume Mattia Binotto, funcionário de carreira no time desde os anos 1990 e responsável pela parte técnica até o ano passado. A mudança foi bem vista pela exigente imprensa italiana. O carro, batizado de SF90 em homenagem aos 90 da equipe, vem em um vermelho mais escuro e fosco, com mais detalhes pretos. Com ele, o time espera quebrar a sequência da Mercedes e voltar aos títulos, em falta desde 2008. O alemão Sebastian Vettel continua ao volante de um dos carros, enquanto o outro passa às mãos do jovem monegasco Charles Leclerc, vindo da Sauber.
Sebastian Vettel – O tetracampeão ainda não conseguiu entregar na Ferrari tudo que mostrou nos tempos de Red Bull. Chegou a liderar a temporada passada, mas cometeu erros sucessivos que lhe custaram a liderança e a estabilidade psicológica. Entra pressionado pela recente temporada inconstante e pelo potencial de seu novo e talentoso companheiro. A expectativa é que consiga fazer frente a Hamilton, se mantiver a cabeça fria. Apesar da pressão, deve ser o grande desafiante ao título novamente.
Charles Leclerc – Após uma carreira irrepreensível nas categorias de base, com títulos de GP3 e F2, o jovem de 21 anos foi o destaque da temporada passada quando, ainda estreante, conseguiu pontuar em 10 corridas com a pequena Sauber. Se conseguir se adaptar rapidamente ao carro, tem tudo para incomodar os ponteiros e beliscar algumas vitórias. Piloto de altíssimo potencial.
Red Bull

A Red Bull sente o peso de ser a única das três grandes equipes da atualidade a não fabricar seus próprios motores. Após o fim de uma parceira de 12 temporadas com a Renault, o time austríaco viu portas fechadas de Mercedes e Ferrari, que não se interessaram em vender unidades de potência para um rival. Restou a Honda, que ainda não atingiu o patamar dos outros três fabricantes citados. No ano passado, a Honda já trabalhou em parceria com a Toro Rosso para que a transição da Red Bull fosse menos penosa em 2019. O holandês Max Verstappen passa a dividir garagem com o francês Pierre Gasly, da boa escola de pilotos do time, que assume a vaga aberta com a ida de Daniel Ricciardo para a Renault. O time chegou a apresentar o carro com uma ousada pintura azul escura e vermelho com motivos abstratos, mas acabou optando pelo estilo já tradicional para a versão final.
A grande incógnita é: será que a equipe chefiada por Christian Horner continuará competitiva com a nova unidade de potência?
Max Verstappen – Depois de quatro temporadas completas na Fórmula 1, sendo duas e meia na Red Bull, não se pode dizer que o holandês seja um piloto inexperiente, apesar de ter apenas 21 anos. O final da temporada passada mostrou todo o talento do holandês, mas o perfil explosivo ainda está lá e pode ser prejudicial. Como piloto mais experiente e líder da equipe, chegou a hora da verdade para Max: ele pode ser constante e vencer títulos, ou será para sempre um piloto talentoso, arrojado e instável?
Pierre Gasly – Mesmo dois anos mais velho que Max, o francês Gasly tem menos experiência na F1. 2018 foi o ano de sua primeira temporada completa, tendo pontuado em cinco etapas – incluindo um ótimo quarto lugar no Bahrein – após títulos na GP2 e na Fórmula Renault na juventude. É mais um bom material do programa de formação de pilotos da Red Bull. Suas ambições dependem do potencial do carro da Red Bull, mas é importante para a continuidade de sua carreira andar próximo de seu companheiro, se possível superando-o vez ou outra.
Renault

Após retornar em 2016 e terminar em nono entre os construtores, subir para sexto em 2017 e fechar o ano passado com o quarto lugar, a marca francesa está pronta para deixar de ser “a primeira do resto” e ingressar o pelotão da frente. Para isso, conta com fortes investimentos de fábrica, que permitiram tirar o australiano Daniel Ricciardo da Red Bull em substituição a Carlos Sainz Jr. Ele fará dupla ao experiente Nico Hulkenberg. O R.S.19 mantém a bela combinação de preto e amarelo eternizada pelo time no início dos anos 1980 e pode ser o carro do retorno da Renault aos pódios.
Daniel Ricciardo – O sorridente piloto australiano acreditou no projeto da Renault e topou trocar a Red Bull, onde conquistou sete vitórias, pela equipe francesa. Apesar da maré de azar em 2018, com sucessivas quebras em seu carro, não há dúvidas da capacidade do piloto. Seu talento já está provado e pode ser o ingrediente que a equipe precisa para voltar aos dias de glória.
Nico Hulkenberg – O alemão entra em seu terceiro ano na Renault e décimo ano na categoria com o título simbólico da “Fórmula 1 B” em 2018, ou seja, o primeiro depois das três equipes grandes. Hulk é constante, capaz de pontuar bem com frequência e bom de trabalhar em equipe. A julgar pelo otimismo do time, pode ser o momento de se livrar da incômoda marca de não ter nenhum pódio na F1 – o maior jejum da história.
Racing Point

Depois de 11 anos, o nome Force India deixa a Fórmula 1. Um grupo de empresários comprou a endividada equipe indiana e a transformou na Racing Point, agora britânica. Liderando o grupo de empresários está Lawrence Stroll, pai do piloto canadense Lance Stroll, que se junta ao time no lugar de Estaban Ocon. O outro carro continua com o mexicano Sergio Perez. Mesmo com a mudança de donos, o patrocinador principal continuou com o time, e por isso a cor de rosa mantém a predominância. Um novo patrocinador, no entanto, demandou que a cobertura do motor fosse pintada de azul, causando uma mistura de cores de gosto duvidoso. A equipe mantém os potentes motores Mercedes e espera poder retomar os desempenhos de 2016 e 2017, quando foi a quarta entre os construtores.
Sergio Perez – O mexicano é o piloto mais bem-sucedido da história da então Force India, com quatro pódios. Após vencer companheiros qualificados como Nico Hulkenberg e Esteban Ocon, ele foi escolhido para liderar a nova equipe. Superar o parceiro não deve ser difícil para o “Checo”, como é conhecido. Seu foco está em ser o líder do pelotão intermediário, como foi em 2016 e 2017.
Lance Stroll – Impossível não ver o canadense de apenas 20 anos como “o filho do chefe”. Foi mais ou menos assim que ele entrou na Williams, bancado pelo patrocínio do pai. Depois de dois anos medianos em sua ex-equipe, com destaque para um pódio na corrida maluca do Azerbaijão em 2017, Lance consegue uma vaga na Racing Point. Não se espera atuações mágicas do jovem piloto, mas também ele não é do tipo que compromete. Com um bom equipamento, pode ser capaz de trazer alguns pontos ao time, como fez em 2017.
Haas

A esquadra americana parceira da Ferrari chega a 2019 com um novo (e polêmico) patrocinador, que motivou a primeira grande mudança de pintura em sua curta história iniciada em 2016, até então marcada por tons de cinza e vermelho. O carro recebe uma pintura preta e dourada inspirada nas clássicas Lotus JPS dos anos 70 e 80, imortalizadas por Emerson Fittipaldi e Ayrton Senna. A ligação com Fittipaldi não se resume à pintura, porém. O novo piloto de testes do time é o brasileiro Pietro, neto do bicampeão. Para 2019, o objetivo será brigar pela liderança do pelotão intermediário. A dupla de pilotos titulares continua a mesma desde 2017, com o francês Romain Grosjean e o dinamarquês Kevin Magnussen.
Romain Grosjean – O piloto francês foi escolhido para liderar o time desde o início do projeto. Apesar de ainda aprontar de vez em quando, Grosjean está mais experiente e constante, e é capaz de trazer bons pontos à equipe.
Kevin Magnussen – O piloto nórdico viveu sua melhor temporada em 2018, pontuado em 11 corridas. Se mantiver a cabeça no lugar e se valer de seu estilo agressivo sem que isso lhe cause problemas, é candidato a se destacar no bloco intermediário.
McLaren

O lendário time britânico vive a pior fase de sua história. Lá se vão 11 anos desde o último título de pilotos e longos 21 anos desde o último de construtores, ainda com a dupla Hakkinen-Coulthard. A troca dos motores Honda pelos Renault, no ano passado, não trouxe mudanças imediatas no desempenho do time. Espera-se que esse ano, já mais familiarizada com os propulsores franceses, a McLaren consiga fazer um carro para pelo menos liderar o segundo pelotão, para que seja possível pensar em passos maiores em breve. Ao volante do MCL34 laranja e azul, uma nova dupla de pilotos: Carlos Sainz Jr vem da Renault para substituir seu compatriota Fernando Alonso, recém aposentado, e o inglês Lando Norris faz sua estreia. O brasileiro Sergio Sette Camara é o piloto reserva.
Carlos Sainz Jr – Oriundo da produtiva escola de pilotos da Red Bull, o espanhol vem com a missão de substituir seu ídolo Fernando Alonso. Apesar de ainda não ter protagonizado atuações inesquecíveis na Fórmula 1, Sainz tem se mostrado constate e confiável. Resta saber se tem maturidade para liderar o time.
Lando Norris – Com diversos títulos em categorias inferiores e após o vice da F2 do ano passado, o prodígio britânico de apenas 19 anos foi promovido de piloto de testes a titular no lugar de Stoffel Vandorne. Mais um excelente nome para o disputadíssimo pelotão intermediário da Fórmula 1. Difícil saber se a pouca idade será um problema para o piloto e se ele sentirá a peso da F1, mas não há dúvidas que o talento está ali, pronto para brilhar.
Alfa Romeo

Mais uma equipe a mudar de nome para a temporada que se inicia. A Sauber, que no ano passado carregou patrocínio a Alfa Romeo, deu um passo além na parceria e passa a correr sob o nome da montadora italiana. É uma forma da equipe suíça estreitar relações com a Ferrari, de quem utiliza o motor. No ano passado já foi possível notar uma importante evolução no desempenho do time, que passou a figurar frequentemente na zona de pontuação e fechou o ano como a quarta força das últimas etapas. O C38, carro de 2019, foi apresentado numa pintura especial vinho, mas o esquema de cores oficial segue o padrão do ano passado, com leve aumento do vermelho na proporção sobre o branco. Entre os pilotos, uma troca com a Ferrari entre o jovem fenômeno Charles Leclerc e o experientíssimo finlandês Kimi Raikkonen, que divide garagem com o italiano Antonio Giovinazzi. O contrato de Marcus Ericsson não foi renovado e ele deixa a equipe após quatro temporadas.
Kimi Raikkonen – Aos 39 anos, o finlandês é o piloto mais velho e mais experiente do grid, com 294 GPs e um título no currículo, volta à equipe que o revelou para encerrar carreira após cinco anos de Ferrari. A julgar pelo bom desempenho apresentado tanto por ele quanto pela Sauber no ano passado, é de se esperar que Kimi esteja frequentemente na zona de pontuação, se possível brigando imediatamente atrás das equipes grandes. Se cumprir os dois anos de contrato, o Homem de Gelo pode quebrar o recorde de Rubens Barrichello com o maior número de corridas na história da categoria.
Antonio Giovinazzi – Depois de dois anos como piloto reserva da Sauber, tendo inclusive participado das duas primeiras corridas de 2017 em substituição ao lesionado Pascal Werlhein, o italiano assume a titularidade na equipe. Seu currículo na base inclui um vice da GP2 em 2016, mas ele chega com menos quilate e mais idade que outros estreantes, como Lando Norris e George Russel, além do ainda recente Charles Leclerc. Dele se espera consistência para acumular pontos para a equipe. A Itália, apaixonada por automobilismo, estava há 8 anos sem um piloto titular a representando no grid, desde a aposentadoria de Jarno Trulli no já distante ano de 2011.
Toro Rosso

A Honda forneceu motores ao time com o claro objetivo de ser um laboratório para o que a Red Bull encontraria esse ano nos motores japoneses. Como em todo início de projeto há uma curva de aprendizado, na STR não foi diferente: a equipe foi de sétimo em 2017, ainda com motores Renault, para nono em 2018. Para esse ano, espera-se que o chassi se entenda melhor com o motor para que o time possa voltar a brigar com força no pelotão intermediário. O carro desse ano segue o mesmo padrão de pintura do ano passado. A dupla de pilotos é inteira nova após as saídas de Pierre Gasly e Brandon Hartley. O russo Daniil Kvyat retorna para sua terceira passagem no time e se junta ao estreante tailandês Alexander Albon.
Daniil Kvyat – A carreira do piloto russo é uma relação de amor e ódio com a Toro Rosso. Membro do programa de formação de pilotos do grupo Red Bull, foi na STR que ele fez sua temporada de estreia em 2014. Depois, foi promovido à equipe principal em 2015 e trazido de volta ao time secundário ainda na primeira metade no ano seguinte. Ficou até a segunda metade da temporada de 2017, quando foi demitido do time. No ano passado, foi piloto de testes da Ferrari, para ter agora sua terceira chance como titular da Toro Rosso beneficiado pela dificuldade que alguns pilotos jovens da Red Bull enfrentaram para obter a superlicença. Poucos pilotos tiveram tantas chances quanto Kvyat. Essa provavelmente será a última para provar seu valor e garantir um contrato por mais algumas temporadas.
Alexander Albon – O jovem anglo-tailandês, de 22 anos, é mais um do programa de formação de pilotos da Red Bull. O novato Albon tem como maiores feitos na carreira ser vice-campeão na GP3 em 2016 e terceiro na F2 em 2018, sem títulos nas categorias de base. Para 2019, o piloto estava de contrato assinado com a Nissan para disputar a Formula E, mas abandonou a ideia após ser sondado pela Toro Rosso para correr na Fórmula 1.
Williams

Assim como a McLaren, a Williams é outra equipe tradicionalíssima que vive uma crise sem precedentes em sua história. Depois de um início promissor na era híbrida, com um terceiro lugar no campeonato de 2014, a equipe começou um declínio que culminou em uma amarga lanterna na temporada passada. A combinação de carro ruim e dois jovens pilotos pagantes tinha grande chance de não dar certo, como não deu. Para esse ano, tudo novo. Novos patrocinadores, nova pintura e novos pilotos: Lance Stroll e Sergey Sirotkin dão lugar ao veterano polonês Robert Kubica, grande atração da temporada, e ao novato inglês George Russell. A boa dupla é a grande esperança da equipe para se recolocar nos trilhos e voltar a crescer.
Robert Kubica – Trata-se de uma das grandes histórias de superação testemunhadas pela Fórmula 1. Após surgir com destaque na categoria pela BMW ainda em 2006, e continuar fazendo bom trabalho pela Renault, o Polonês Voador se envolveu em um grave acidente em uma corrida de rali no início de 2011, que acabou por dilacerar seu braço direito e interromper precocemente sua carreira. Agora, já aos 34 anos e 8 longe das pistas de F1, Kubica volta após longa recuperação para liderar a reconstrução da Williams. Mesmo tendo indo bem nos testes, a grande pergunta da temporada ainda é: será que o carismático polonês conseguirá ser competitivo com as limitações físicas e a falta de ritmo? Nós e todo o mundo da Fórmula 1 torcemos para que sim!
George Russell – Mais um piloto extremamente promissor a fazer sua estreia na Fórmula 1 em 2019. O histórico do jovem inglês de 21 anos é perfeito, tendo conquistado todos os títulos possíveis na escada até a F1: Fórmula 4, GP3 e F2. Tem talento de sobra, e pode ser capaz de superar o experiente companheiro e acumular importantes pontos para a Williams.
Calendário

O calendário de 2019 mantém as mesmas 21 corridas de 2018, nas mesmas pistas. A única mudança é a troca entre os GPs do México e dos EUA, ficando a etapa mexicana antes da americana. A temporada começa na Austrália, em 17 de março, e se encerra em Abu Dhabi apenas no primeiro dia de dezembro. O Grande Prêmio do Brasil é novamente a penúltima etapa do ano, sendo sediado em Interlagos, São Paulo, no dia 17 de novembro. Confira abaixo o calendário completo:
17/03 – GP da Austrália – Albert Park, Melboune
31/03 – GP do Bahrein- Circuito de Sakhir
14/04 – GP da China – Circuito de Xangai
28/04 – GP do Azerbaijão – Baku
12/05 – GP da Espanha – Circuito da Catalunha, Barcelona
26/05 – GP de Mônaco – Monte Carlo
09/06 – GP do Canadá – Circuito Gilles Villeneuve, Montreal
23/06 – GP da França – Paul Ricard
30/06 – GP da Áustria – Red Bull Ring, Spielberg
14/07 – GP da Grã-Bretanha – Silverstone
28/07 – GP da Alemanha – Hockenheim
04/08 – GP da Hungria – Hungaroring
01/09 – GP da Bélgica – Spa-Francorchamps
08/09 – GP da Itália – Monza
22/09 – GP de Cingapura – Marina Bay
29/09 – GP da Rússia – Sochi
13/10 – GP do Japão – Suzuka
27/10 – GP do México – Autodromo Hermanos Rodrigues, Cidade do México
03/11 – GP dos Estados Unidos – Circuito da Américas, Austin
17/11 – GP do Brasil – Interlagos, São Paulo
01/12 – GP de Abu Dhabi – Yas Marina
Regulamento

A Liberty Media, promotora da F1, e FIA (Federação Internacional de Automobilismo) perceberam novamente uma crescente complexidade na aerodinâmica dos carros, em especial dos aerofólios dianteiros, que exigem “ar limpo” para um funcionamento perfeito. Isso faz com os carros sejam mais rápidos do que nunca com pista limpa, como mostram os tempos recorde de 2018, mas tornam extremamente ingrata a missão de andar atrás de outro carro, principalmente em curvas de alta, causando séria perda de estabilidade. Para diminuir esse problema e promover maiores disputas e ultrapassagens nas pistas, a FIA determinou algumas alterações aerodinâmicas. As mudanças compreendem aerofólio traseiro, que ficará ligeiramente mais alto e largo, e o dianteiro, mais avançado, largo e limpo, ou seja, com menos “penduricalhos” e apêndices. O DRS, sistema de abertura da asa traseira, terá uma área de abertura maior, aumentando o potencial ganho de velocidade do carro que vem atrás em tentativas de ultrapassagem. O efeito dessa medida deve ser notado em retas mais curtas.
O carro poderá ser mais explorado pelo piloto esse ano, com menos preocupação de poupar componentes de desgaste rápido, como combustível e pneus: o tanque de combustível foi ampliado em 5 kg, de 105 para 110 kg (sim, na Fórmula 1 o combustível é medido por peso, não volume). Os pneus também serão mais resistentes, e poderão ser mais abusados pelos pilotos. Com isso, permite-se que os pilotos extraiam o máximo dos carros por mais tempo.
Com a perda de pressão aerodinâmica que os carros sofrerão esse ano, a Ferrari estima que o tempo de volta possa subir até 1,5 segundo em determinadas pistas.
Agora que você já sabe tudo sobre a temporada 2019 da Fórmula, conte para nós quais são as suas expectativas!
Texto muito bem escrito, parabéns!
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